De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, publicado em
fevereiro de 2024, em 2019 o suicídio foi identificado como a quarta principal causa de
morte entre jovens de 15 a 29 anos globalmente. A cada ano, mais de 700 mil pessoas
cometem suicídio em todo o mundo (casos notificados; estima-se mais de 1 milhão
considerando-se a subnotificação) e, no Brasil, o suicídio é a segunda principal causa de
mortes de adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta principal entre jovens de 20 a 29 anos.
Entende-se como suicídio todo ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja
intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando
um meio que ele acredita ser letal. Já os chamados comportamentos suicidas envolvem
pensamentos, planos e tentativas. Cerca de 17% da população brasileira já apresentou,
em algum momento da vida, pensamentos de auto-extermínio. Os dois principais fatores
de risco para o suicídio são: tentativa prévia (cerca de 50% dos casos são de pessoas que
já haviam tentado previamente) e presença de alguma doença mental (como, por exemplo,
depressão, transtorno bipolar do humor, esquizofrenia, uso de substâncias psicoativas,
transtornos de personalidade), muitas vezes não diagnosticada ou mesmo tratada de
forma inadequada.

Vale ressaltar que o suicídio é um fenômeno complexo e multideterminado por fatores que
podem ter natureza psicológica, psicopatológica, econômica, política, sociocultural,
biológicos e genéticos. Ele atravessa de formas sensíveis pessoas de diferentes idades,
gênero, orientação sexual e religiosa e etnia.
Considerando o suicídio um importante problema de saúde pública global, convencionou-
se anualmente realizar uma campanha de prevenção e valorização da vida, ficando
conhecida como Setembro Amarelo. Essas ações são fundamentais para darmos
visibilidade a um tema que ainda é tabu, buscando reduzir os estigmas e facilitar que
pessoas em sofrimento busquem ajuda profissional.

A rede de saúde age de forma articulada para atuar em diferentes frentes: identificação do
risco, avaliação, manejo, encaminhamento, tratamento e acompanhamento, além de
medidas preventivas que extrapolam o próprio sistema de saúde e envolvem diversos
âmbitos na sociedade.
Se você, algum amigo ou familiar estiver passando por um momento difícil, busque o apoio
dos serviços da Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (SUS) de seu
município.
Em Campinas você pode encontrar apoio:
- Unidades/Centros Básicas de Saúde;
- Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
- Rede de Urgência e Emergência, como SAMU, UPA e hospitais.
- CVV (Centro de Valorização da Vida – ligar 188)
Na Unicamp, você também pode encontrar ajuda:
- Programa de Saúde Mental do CECOM (Psiquiatria | Psicologia | Ambulatório de Psiquiatria de Idosos): para funcionários, docentes, aposentados
- SAPPE: para graduandos, mestrandos e doutorandos; alunos dos colégios técnicos
COTIL e COTUCA - GRAPEME: para alunos da FCM.
- UER (Unidade de Emergência Referenciada – antigo Pronto Socorro) do HC – público em
geral
